]

Vai escolher um carro para trabalhar como motorista? Veja as nossas dicas

Não é preciso dizer a ninguém que a escolha de um carro deve ser feita com cuidado. Afinal, você investe um dinheiro considerável na compra, isso sem falar em gastos com combustível, manutenções, seguros, documentação … Então, antes de se comprometer com um veículo que vai ficar com você durante vários anos, é melhor ter certeza de que você escolheu bem.

No entanto, quando se trata de um carro para motorista, a questão fica ainda mais séria. Afinal de contas, o automóvel é o seu meio de trabalho e, por que não dizer, o seu ambiente de trabalho. Então, se vai comprar um carro para trabalhar como motorista de aplicativo, há questões específicas a considerar.

Neste post, você vai descobrir como é possível escolher o carro certo para trabalhar como motorista. E aí, está preparado para começar?

Qual é a importância de uma boa escolha de carro para motorista profissional?

Antes de qualquer coisa, será que você realmente entende por que é tão importante escolher um bom carro, se você trabalha (ou quer trabalhar) como motorista de aplicativo? Não se trata apenas de um detalhe; é um fator central para definir o seu sucesso nessa atividade, e por vários motivos. Veja alguns deles.

1. Satisfação do cliente

Quando o cliente tem a oportunidade de fazer a sua viagem em um carro melhor, ele fica mais satisfeito. Então, quando ele desce do carro, vai levar isso em consideração para a avaliação, o que pode garantir cinco estrelas para você. E, quanto melhor for a sua avaliação geral no app, mais convites você receberá para novas corridas.

2. Bem-estar do motorista

Trabalhando com um app de mobilidade urbana, você vai passar algumas horas por dia dentro do carro. Para o seu bem-estar, vale a pena investir em um veículo confortável. Do contrário, você pode acabar se cansando da vida de motorista simplesmente porque não aguenta mais ficar dentro do carro.

O que é um veículo confortável? Por um lado, é aquele que tem bastante espaço, que tem ar-condicionado, que tem um bom sistema de som. Por outro, também é o carro que não causa muitas dores de cabeça ao dono. Sim; existem carros que são conhecidos por dar mais trabalho do que os outros.

3. Potencial de ganhos

Quando falamos em escolher um bom carro, não se trata apenas de escolher um modelo mais moderno ou repleto de acessórios. Também é necessário considerar que o veículo e os gastos que ele traz afetam o seu potencial de ganhos. Portanto, é necessário encontrar um carro que equilibre esses benefícios com um perfil econômico.

E quais são os gastos do veículo, além do seu próprio custo? Merecem destaque o gasto com combustível, com o seguro automotivo, com revisões obrigatórias — todos eles variam de acordo com o modelo do carro.

Como realizar essa escolha de maneira eficiente?

Você já sabe por que é preciso fazer uma boa escolha do carro para motorista — o que, basicamente, se resume a três motivos: para o seu bem-estar enquanto trabalha, para a satisfação do passageiro e para otimizar os seus ganhos. Agora, é hora de entrar na verdadeira pergunta: como escolher?

Não existe uma fórmula, mas algumas dicas podem ajudá-lo a fazer a sua escolha de maneira eficiente. Confira quatro recomendações.

1. Informe-se em revistas e sites confiáveis

Não vá à compra sem, antes, fazer a sua pesquisa. Você pode acabar se enrolando com o discurso dos vendedores que, é claro, estão ali para convencê-lo a comprar. Além disso, existem dezenas de modelos de carros diferentes para escolher, e tudo fica mais fácil se você conseguir reduzir essa lista para apenas três ou quatro.

Então, comece informando-se por meio de revistas e sites confiáveis sobre automóveis. Tire vantagem do fato de que você pode descobrir basicamente tudo que precisa saber na internet, e reduza as suas opções para aqueles carros que recebem as melhores avaliações dos especialistas.

2. Vá à concessionária sem compromisso

Não vá à concessionária pronto para fechar uma compra. Em vez disso, vá para verificar os carros de perto, coletar informações mais específicas (principalmente sobre preços e formas de pagamento) e, até mesmo, fazer um test drive. Tudo isso vai ajudá-lo a tomar uma boa decisão, desde que você não se apresse para assinar o contrato.

Aliás, o test drive é extremamente importante, porque ele permite que você tire as suas próprias conclusões sobre o veículo, sem se basear apenas nas opiniões de terceiros. Você pode até eliminar uma opção da sua lista simplesmente com uma volta de alguns minutos com o carro.

3. Faça uma simulação financeira

Agora que você já tem as informações sobre preços e condições dos modelos de carro que interessam mais a você, simule como a compra de cada um poderia se encaixar na sua vida financeira. É possível que um determinado modelo seja um pouco mais caro em relação ao valor total, mas, ainda assim, seja interessante diante do seu orçamento mensal.

Para usar essa dica, claro, você precisa ter entendimento e organização das suas finanças pessoais. Se isso ainda é difícil para você, é um bom momento para tentar usar uma planilha ou um app específico para ajudá-lo a controlar o seu dinheiro.

4. Analise os seus motivos

Quando você está escolhendo um carro, é normal ser levado pelas suas vontades. Afinal, cada modelo é feito justamente para conquistar você, para que você se apaixone por ele. Além disso, todos nós temos nossas preferências pessoais.

Por isso, quando chegar a hora de comprar um veículo, antes de dar o passo definitivo, analise os seus motivos. A sua escolha foi objetiva e racional, ou você está se deixando levar pelos seus desejos?

Não se esqueça de que esse veículo é mais do que “o seu carro”; ele é o seu meio de trabalho. Ou seja, não importa o quanto ele pareça maravilhoso, o que realmente importa é que ele atenda às suas necessidades como motorista.

Quais são os requisitos dos aplicativos para motoristas?

Até agora, nós falamos sobre o processo de escolher um carro para motorista partindo do que é importante para você. No entanto, existe mais “alguém” que tem um papel nessa escolha: o aplicativo para motoristas. Ficou confuso? Vamos explicar.

Cada aplicativo para motoristas tem os seus requisitos obrigatórios de carro. Se o seu veículo não atender a esses requisitos, o seu cadastro não é aceito. Então, quando você escolhe um carro para trabalhar, precisa levar em consideração esses requisitos.

Você deve estar se perguntando quais são os requisitos. Bom, eles variam conforme o aplicativo. Portanto, quando você está definindo o app com que vai trabalhar, pode usar essa questão como um critério; quanto mais simples forem os requisitos do app, melhor.

Aliás, esse é um dos motivos pelos quais não é recomendável trabalhar com mais de um aplicativo ao mesmo tempo. Para usar dois ou três apps diferentes, você teria que conciliar os requisitos de todos em um mesmo carro, o que torna ainda mais difícil a escolha do modelo ideal.

Confira abaixo os requisitos dos maiores aplicativos do mercado.

Requisitos da 99

Na 99, o requisito principal é que o carro tenha quatro portas. Na maioria das cidades, também é exigido que o modelo tenha, no máximo, nove anos de fabricação. Em algumas cidades específicas, a data do veículo é diferente:

  • São José dos Campos (SP) e São Paulo (SP): modelos a partir de 2010;
  • Goiânia (GO): modelos a partir de 2008;
  • Salvador (BA): modelos a partir de 2007;
  • Brasília (DF): modelos com, no máximo, cinco anos de fabricação, a contar do mês de emissão do CRLV, com cadastro no GDF e dístico identificador.

Requisitos da Uber

Na Uber, existem duas categorias principais: UberX e UberSELECT.

Para trabalhar como UberX, os requisitos são que o carro tenha quatro portas, cinco lugares, ar-condicionado e modelo a partir de 2008. Enquanto isso, para trabalhar como UberSELECT, além dos requisitos de quatro portas, cinco lugares e ar-condicionado, o modelo deve ser de 2012 ou mais recente.

Requisitos da Cabify

Na Cabify, os requisitos são ter ar-condicionado e rádio com MP3, cores neutras ou escuras, perfeitas condições mecânicas e estéticas e modelo a partir de 2012 (em SP e RJ) ou 2011 (nas demais localidades).

E não custa reforçar: além desses requisitos, todos os apps também exigem que a documentação do carro esteja em ordem.

Itens opcionais e acessórios: valem a pena?

Então você encontrou um bom carro, que atende às suas necessidades para trabalhar como motorista e cumpre os requisitos do aplicativo. Será que acabou? Ainda não! É necessário decidir se vale a pena investir em itens opcionais e acessórios.

Um bom exemplo são os vidros e as travas elétricas. Eles não são essenciais para o motorista nem para o passageiro, e não são exigidos pelos aplicativos. Por outro lado, são itens que aumentam a segurança e, por isso, pode ser uma boa ideia gastar um pouco mais para instalá-los no carro.

Outros exemplos de itens opcionais e acessórios são:

  • Teto solar;
  • Central multimídia;
  • Partida por botão;
  • Alertas de colisão;
  • Alerta de mudança de faixa;
  • Assistente de estacionamento;
  • Cadeirinha para crianças.

E como você vai decidir se eles valem a pena? Existe apenas uma maneira de fazer isso: pesando custo e benefício.

1. O custo

Não existe muito segredo aqui. Basta se perguntar quanto a mais o item vai custar e como isso vai impactar as suas finanças.

Primeiro cenário: você não consegue encaixar o custo extra dos itens opcionais e acessórios no seu orçamento. Nesse caso, pode ser o item mais incrível que existe; não importa. Se você não tem como pagar por ele, vai ter que deixá-lo de lado. Simples assim.

Outro cenário: você consegue encaixar o custo extra, desde que faça algumas mudanças no seu orçamento. Nesse caso, quanto mais você precisar espremer as suas contas, maior tem que ser o benefício que vai compensar esse sacrifício.

2. O benefício

Reflita sobre as vantagens reais que esse item vai trazer. Existem alguns que oferecem mais praticidade, mais conforto, mais segurança. Outros são redundantes ou objeto de ostentação.

Vamos pensar no teto solar, por exemplo: o que ele realmente pode fazer que as janelas do carro já não fazem? Se você não conseguir achar uma resposta, talvez não exista um benefício real.

Por outro lado, a cadeirinha é indispensável para a segurança e ainda pode livrá-lo de multas quando estiver transportando um passageiro com uma criança de até 7 anos e 6 meses. Nesse caso, não existe dúvida de que há um benefício em jogo.

Como levar em consideração a desvalorização do veículo?

Uma das reclamações mais comuns que todo mundo já fez sobre os carros é que eles se desvalorizam muito rapidamente. No momento em que você sai com o seu veículo novo da concessionária, ele já passa a valer menos do que você pagou. E, se esse é o seu meio de trabalho, você precisa levar a desvalorização em consideração nas suas contas e na hora de escolher o carro ideal.

Calculando a depreciação do automóvel

Em geral, estima-se que um carro tem vida útil de cinco anos. Com essa informação, existe um cálculo simples que você pode fazer para descobrir a desvalorização do seu automóvel.

Comece dividindo o preço do carro por cinco, para achar a desvalorização anual. Se o carro custa R$40 mil, então a cada ano ele se desvaloriza em R$8 mil.

Depois, divida o valor da desvalorização anual por 12, para achar a desvalorização mensal. No exemplo acima, a cada mês, o carro se desvaloriza em aproximadamente R$667.

Finalmente, deduza do preço inicial a desvalorização correspondente aos meses que se passaram desde a compra.

Isso quer dizer que, se você comprou um carro por R$40 mil, um ano e meio depois ele vai valer somente R$28 mil:

R$40.000 – (R$667 x 18 meses) = R$40.000 – R$12.000 = R$28.000

Esse é um cálculo simplificado, mas basta aplicá-lo a qualquer caso para descobrir a desvalorização do veículo. Existe, porém, uma falha nele: o cálculo pressupõe que, com cinco anos, o carro chega ao valor 0. Isso não acontece; mesmo após cinco ou dez ou quinze anos, o seu automóvel continuará tendo um valor de revenda.

Quer descobrir qual é o valor de revenda do carro usado? Consulte a tabela FIPE. Essa tabela oficial apresenta os preços médios de cada veículo no mercado brasileiro. É em cima dela que as concessionárias e lojas de carros determinam quanto vão pagar pelo seu usado.

Vencendo a depreciação

Muitas pessoas dizem que é necessário trocar de carro quando o veículo atinge cinco anos, ou cerca de 100.000km rodados. Isso é um mito, e você pode ser prejudicado se acreditar nele. Na verdade, os carros atuais são desenvolvidos para aguentar uma quilometragem bem maior do que essa.

Quando você fica com o seu carro por mais do que o tempo de vida média, em vez de perder mais dinheiro, você começa a economizar. Segundo um estudo da revista Exame, divulgado em 2012, quem fica com o mesmo carro por uma década consegue economizar o suficiente para comprar um carro novo.

Mantendo o carro por mais tempo

Ficou interessado na economia que mencionamos acima? Então, aqui estão duas dicas para garantir que você vai conseguir manter o seu carro por uma década ou mais.

1. Escolha carros priorizando a durabilidade

Talvez você não saiba, mas há carros que são mais duráveis e outros que são menos. O que determina isso é um conjunto de fatores, incluindo a resistência do veículo e a facilidade de realizar manutenções e trocar peças.

Imagine, por exemplo, que você compra um carro importado. Isso significa que, se uma pequena peça quebrar, será preciso conseguir uma nova com o fabricante — o que pode demorar, porque o carro não é produzido no Brasil.

Como você é motorista profissional e não pode ficar com o carro parado, pode optar por uma peça genérica; mas o uso de peças genéricas frequentemente leva a outros problemas mecânicos. Então, infelizmente, os carros importados têm a sua durabilidade prejudicada.

2. Realize manutenções preventivas

Mesmo um veículo forte e com excelente durabilidade vai acabar prejudicado se não receber manutenções preventivas. Dessa forma, você pode identificar sinais de problema antes que ele realmente aconteça.

As manutenções preventivas não precisam de um motivo. Elas são feitas periodicamente, como os exames de rotina no médico. Mesmo que você ache que está totalmente saudável, você vai, não é? Com o carro, é a mesma coisa. Você pode não ter notado nenhum barulho estranho nem qualquer falha no funcionamento do veículo, mas vai levá-lo ao mecânico para ter certeza de que tudo está bem.

Além de manter um calendário adequado de manutenções, você também vai precisar de um mecânico de confiança. Ele vai identificar o que realmente precisa de conserto, sem cobrar indevidamente por ajustes desnecessários.

Necessidades pessoais: devo considerar?

Todo este post foi baseado na ideia de que você está escolhendo um carro para trabalhar como motorista. Será que as suas necessidades pessoais também devem ser levadas em consideração para tomar uma decisão, ou será que as duas coisas não se misturam? A resposta vai depender do cenário em que você está.

Os cenários

Um carro para trabalhar como motorista e outro para a vida pessoal.

Nesse cenário, você já tem um carro para o seu uso pessoal, que atende às suas necessidades e da sua família. Portanto, não existe nenhum motivo para considerar as suas necessidades pessoais na hora de escolher o carro para trabalhar. Na verdade, você deve evitar ao máximo usar o veículo de trabalho para fins pessoais.

Digamos que você tem um carro para a vida pessoal, mas, por algum motivo, acaba usando o seu carro de motorista para ir ao supermercado ou pegar os seus filhos na escola. No caminho, você se envolve em uma batida e o veículo vai parar na oficina por uma semana. Isso quer dizer que você vai ficar sem trabalhar durante uma semana, totalmente à toa.

Percebeu? Quando você usa o seu veículo de trabalho em uma atividade pessoal, corre riscos desnecessários que podem prejudicar a sua vida profissional.

Um mesmo carro para trabalhar e para a vida pessoal

Talvez você não tenha condições para manter dois carros, e não existe problema nenhum nisso. Se você vai usar o mesmo carro para trabalhar como motorista e para as suas atividades do dia a dia, então é preciso levar em consideração as suas necessidades pessoais na escolha.

Qual é o segredo para uma boa escolha, então? Em primeiro lugar, trata-se de estabelecer prioridades. Em segundo lugar, de diferenciar “necessidades” e “preferências”.

Suponha que você gosta de mini SUVs, que são carros pequenos e práticos. Porém, esse tipo de carro pode criar problemas para trabalhar como motorista — por exemplo, quando você é chamado por alguém que está carregando malas, ou por um grupo maior de pessoas viajando juntas, os passageiros podem achar o seu carro desconfortável. Nesse caso, você precisa pensar no trabalho antes das suas preferências pessoais.

Conclusões

Como este post trouxe muita informação, vale a pena fazer um encerramento, retomando os pontos principais. Se você não se lembrar de mais nada após a leitura, leve esses comentários. Confira:

  • A escolha do carro influencia, sim, o seu sucesso como motorista de aplicativos;
  • A escolha precisa levar em consideração a satisfação do cliente, o seu conforto e os gastos diretos e indiretos do carro;
  • Para escolher o carro ideal, reúna o máximo de informações que puder, faça test drive sem medo e projete o impacto que cada modelo terá nas suas finanças;
  • Não deixe o desejo de consumo dominar a sua escolha;
  • Não se esqueça de cumprir os requisitos do aplicativo, isso é obrigatório para trabalhar como motorista;
  • Lembre-se de que o carro desvaloriza depressa e que, na maioria dos casos, é mais vantajoso ficar com o mesmo veículo por mais tempo do que trocar por um novo;
  • Se você for usar o mesmo carro para a vida pessoal e para o trabalho, vai precisar estabelecer prioridades para escolher um modelo que atenda bem a todas as suas necessidades.

Anotou e entendeu? Então, é hora de ir atrás do carro ideal!

Neste post, você recebeu várias dicas para escolher um carro para motorista. A escolha, como você viu, tem um papel importante para o seu sucesso na profissão de motorista de aplicativo. No entanto, é claro que esse não é o único fator em jogo.

Quer aprender outras maneiras de garantir o sucesso como motorista? Então, confira este passo a passo!

Seja um Motorista
Compartilhe nas redes sociais:
Deixe um comentário