Escolher a moto certa para rodar no Uber Moto ou na 99Moto define o que você leva para casa no fim do mês. Uma moto com consumo alto, peças caras ou banco que machuca as costas em oito horas de turno vai corroer seus ganhos dia após dia.
Boa parte das indicações que circulam em grupo de motociclista aponta para moto que não existe mais no showroom. A Honda tirou a Biz 110i de linha e trocou a CB 250F Twister pela CB300F. A Yamaha rebatizou a Fazer 150 de Fazer FZ15. A Bajaj entrou na faixa de 150cc com ABS por menos que uma CG. Os preços abaixo saíram das tabelas oficiais das fábricas em agosto de 2026.
Quais motos a Uber Moto e a 99Moto aceitam
Nas páginas oficiais consultadas, Uber e 99 não apresentam uma lista fechada de motos equivalente às categorias de carro.
Nas categorias de carro, Uber e 99 publicam listas de veículos elegíveis por cidade. Para moto, as páginas oficiais concentram os critérios na documentação e na classificação do veículo.
A 99 diz isso de forma direta na página de veículos aceitos. Para a categoria 99Moto, a exigência é motocicleta particular e CRLV atualizado, e não são permitidas motocicletas do tipo lotação "01P", que não aceitam transporte de passageiros.
Nos critérios publicados para Uber Moto, motocicletas com placa vermelha (mototáxi) não são aceitas, apenas particulares, e veículos homologados para apenas um passageiro (o condutor) ficam de fora.
A placa vermelha deixou de ser exigida por lei federal para quem faz motofrete, como explico no artigo sobre o que a MP 1.360 mudou para motoboys e mototaxistas. Para rodar em app de passageiro, o que serve continua sendo a placa particular.
O que a moto precisa atender em cada app
| Critério da moto | Uber Moto | 99Moto |
|---|---|---|
| Documento da moto | CRLV | CRLV atualizado |
| Placa | Só particular, sem mototáxi | Só particular, sem veículo de aluguel |
| Classificação 01P | Não aceita | Não aceita |
| Ano da moto | Verifique o recorte da cidade e a elegibilidade específica | Sem restrição na página atual da categoria |
Consulte idade, CNH, EAR e diferenças por cidade no guia de requisitos para trabalhar com Uber Moto e 99Moto.
Nenhuma das duas plataformas publica cilindrada mínima nas páginas oficiais de requisitos de moto. A moto precisa estar homologada para levar passageiro, e uma 110cc registrada corretamente atende a esse critério tanto quanto uma 300cc.
Atenção: Uber e 99 analisam o veículo conforme a cidade e os dados enviados no cadastro. Antes de comprar, consulte a elegibilidade com o CRLV e o ano reais da moto.
Até que ano a moto pode rodar na Uber e na 99
Aqui as duas plataformas divergem, e a diferença muda o que vale a pena comprar.
Uber Moto: a página oficial "Recebendo viagens Uber Moto" informa moto fabricada a partir de 2008 para São Paulo e Rio de Janeiro e a partir de 1996 para outras cidades. A página geral da categoria também manda verificar a elegibilidade específica do veículo.
| Recorte publicado pela Uber | Ano mínimo informado |
|---|---|
| São Paulo e Rio de Janeiro | 2008 |
| Outras cidades | 1996 |
Atenção: esses anos são os recortes publicados nessa página de ajuda, não uma garantia nacional de aprovação. Consulte a elegibilidade com a cidade, o ano e o CRLV reais da moto antes de comprar.
99Moto: a página de veículos aceitos da 99 é direta: não há restrição de ano de fabricação na categoria. Só que o blog oficial da própria 99 contradiz isso em duas linhas seguidas. Ele registra uma exceção em Goiânia, que exige moto fabricada a partir de 2012, e logo depois afirma que no resto do país prevalece um limite de nove anos de fabricação.
Entre as duas, a página de requisitos é a regra publicada; o blog é conteúdo de apoio e se contradiz na mesma seção. Ainda assim, a divergência já basta para você não comprar moto velha só porque "a 99 não exige ano". Rode o cadastro com o CRLV real antes de pagar sinal.
Na prática, comprar uma moto colada no limite publicado para sua cidade aumenta o risco. Sem a confirmação no cadastro, não dá para afirmar em que ano uma moto específica deixará de receber viagens.
O que avaliar antes de comprar
Não compre moto olhando só para o preço de vitrine. Quatro critérios afetam diretamente seu lucro:
Consumo de combustível. Com gasolina acima de R$ 6,00 o litro, uma diferença de 10 km/l representa R$ 150 a mais ou a menos no bolso a cada 3.000 km rodados. Em um mês de trabalho intenso, isso é dinheiro de verdade.
Custo e disponibilidade de peças. A Honda domina o mercado nacional. Peças de CG e NXR chegam ao interior com preço acessível e é fácil achar mecânico que já trabalhou com o motor. Marcas com rede menor podem deixar você parado esperando pedido por dias.
Ergonomia para jornada longa. Em turno de 8 a 10 horas, posição de pilotagem, altura do banco e vibração do motor decidem se você termina o dia inteiro ou com dor nas costas e formigamento nas mãos. Faça test ride antes de fechar.
Valor de revenda. Honda e Yamaha se desvalorizam menos. A Yamaha Factor, inclusive, levou o selo de maior valor de revenda na categoria Street em 2026, segundo o estudo da agência Autoinforme citado pela própria fabricante. Isso pesa quando você troca de moto ou encerra a atividade.
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Um detalhe que passa batido no orçamento: nenhuma moto de linha vem com suporte de celular, e você vai passar o turno olhando o mapa. Se hoje você improvisa com o aparelho no bolso ou preso com elástico, vale comparar um suporte de guidão à prova d'água com trava antifurto, vedado no padrão IPX6 e compatível com celulares de até 6,5 polegadas. Confira o preço atual antes de decidir.
Financiamento pelo Move Brasil e a moto que entra na lista
A lista de bens financiáveis do MDIC define quais versões podem entrar no Move Brasil.
O que muda a escolha do modelo é a lista oficial de bens financiáveis, que o MDIC atualizou em 18 de agosto de 2026. Nem toda moto desta página está nela:
| Modelo desta lista | Entra na lista do Move Brasil |
|---|---|
| Honda CG160 Cargo | Sim |
| Honda NXR160 Bros | Sim, nas versões CBS e ABS |
| Yamaha Factor 150 | Sim, nas versões STD e DX |
| Yamaha Fazer FZ15 | Sim, na versão ABS |
| Honda Biz125 | Só na versão EX |
| Honda CG160 Start | Não |
| Honda Pop110i ES | Não |
| Honda Elite125 | Não |
| Honda XRE190 | Não |
| Honda CB300F Twister | Não |
| Bajaj Pulsar N150 | Não |
Essa lista altera a comparação entre os modelos. A Pop110i é a mais barata da página e fica fora do programa. A Biz125 EX custa R$ 3.335 a mais que a ES e é a única das duas que o Move Brasil financia. As taxas, o prazo e os critérios de contratação estão no guia do financiamento de moto pelo Move Brasil.
Aviso: este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de um profissional qualificado. A lista de bens e as condições de financiamento podem mudar. Para decisões contratuais ou fiscais, consulte um contador ou advogado.
As 10 melhores motos para rodar no Uber Moto e na 99Moto
Os preços abaixo são os públicos sugeridos pelas fabricantes, sem frete, consultados em 25 de agosto de 2026. Concessionária pode praticar valor diferente conforme a região.
1. Honda CG160 Cargo, a rainha do trabalho
A Cargo foi projetada para uso profissional e isso aparece em cada detalhe: bagageiro homologado de série e suspensão reforçada. O motor flex entrega 14,4 cv na gasolina e 14,7 cv no etanol.
- Motor: 160cc, flex, 14,4 cv (gasolina)
- Consumo: faixa de 35 a 41 km/l no uso urbano
- Preço: a partir de R$ 18.390
- Ponto forte: peça fácil de achar até no interior, mecânico já familiarizado com o motor e histórico longo de uso profissional
Para quem vai rodar mais de quatro horas por dia e quer a menor preocupação possível com mecânica, a Cargo continua sendo a escolha mais sólida da lista.
2. Honda NXR160 Bros, para asfalto irregular
A NXR usa o mesmo motor da CG, mas em posição mais alta e com suspensão de maior curso. Isso transforma o buraco de São Paulo, Fortaleza ou Recife em algo que a moto absorve antes de chegar nas suas costas.
- Motor: 160cc, flex, 14,2 cv (gasolina)
- Consumo: perto de 35 km/l
- Preço: a partir de R$ 22.400 na versão CBS ou R$ 23.390 na versão ABS
- Ponto forte: postura ereta alivia a lombar em turno longo
A diferença de quase R$ 4.000 para a Cargo só se paga se a sua região tiver asfalto ruim de verdade. Em capital com via bem conservada, a Cargo entrega o mesmo motor por menos.
3. Honda CG160 Start, a CG mais barata
A Start é a porta de entrada da linha CG. Perde acabamento e alguns itens para Fan e Titan, mas mantém o motor, a rede de assistência e o custo de peça que fazem a CG ser o que é.
- Motor: 160cc, flex
- Consumo: 35 a 41 km/l, o mesmo conjunto da Cargo
- Preço: a partir de R$ 17.350
- Ponto forte: entrada mais barata na plataforma CG, com a mesma manutenção conhecida
Vale quando o orçamento não alcança a Cargo e você não precisa de bagageiro homologado.
4. Yamaha Factor 150, a rival direta da CG
A Factor é a grande adversária da CG há anos e a Yamaha usa isso na comunicação. O motor tem tecnologia Blueflex, o painel é digital com indicador de marcha e função ECO, e o farol é de LED.
- Motor: 150cc, flex (Blueflex)
- Consumo: perto de 35 km/l
- Preço: a partir de R$ 18.690
- Ponto forte: selo de maior valor de revenda na categoria Street em 2026
Quem pensa em trocar de moto em dois ou três anos deveria colocar a revenda na conta. É onde a Factor devolve parte do que cobra a mais.
5. Yamaha Fazer FZ15, ABS de fábrica
A antiga Fazer 150 virou Fazer FZ15 ABS Connected. O nome mudou, o motor de 150cc continua, e o que interessa mesmo é o ABS na dianteira somado a freio a disco nas duas rodas.
- Motor: 150cc, flex (Blueflex)
- Consumo: pode passar de 45 km/l
- Preço: a partir de R$ 21.190
- Ponto forte: ABS de série, assento em dois níveis e suspensão monocross para conforto do garupa
Levar passageiro muda a frenagem da moto por completo. Se o seu orçamento alcança, ABS numa moto que carrega gente atrás não é luxo.
6. Bajaj Pulsar N150, a alternativa que ninguém esperava
A Bajaj entrou no Brasil e a Pulsar N150 é hoje a 150cc de linha mais barata com ABS. São 14 cv, 145 kg, painel digital com Bluetooth, entrada USB e três anos de garantia.
- Motor: 149,68cc, gasolina, 14 cv
- Consumo: perto de 35 km/l
- Preço: a partir de R$ 16.500
- Ponto forte: ABS dianteiro pelo menor preço da lista; garantia de três anos
O contraponto é a rede de concessionárias, bem menor que a de Honda e Yamaha. Antes de comprar, localize a autorizada mais próxima e pergunte o prazo médio de peça. Em capital, costuma resolver. Em cidade do interior, avalie com calma.
7. Honda Biz125, a semi-automática do trânsito travado
A Biz 110i saiu de linha. A linha atual é a Biz125, que mantém o que interessa: embreagem automática, ou seja, você troca marcha no pedal sem apertar manete. Em trânsito lento, isso alivia o braço esquerdo e o joelho ao longo do turno.
- Motor: 125cc, 9,53 cv; versão EX é flex, versão ES roda só com gasolina
- Consumo: perto de 45 km/l
- Preço: R$ 13.505 na ES ou R$ 16.840 na EX
- Ponto forte: entrada USB-C para carregar o celular e freio nas duas mãos
Se você abastece com etanol e a conta fecha na sua região, a EX se paga. Se abastece com gasolina, a ES economiza R$ 3.335 na entrada.
8. Honda Pop110i ES, o menor custo de entrada
A Pop é a moto de linha mais barata desta lista e a mais econômica no combustível. Roda com gasolina, tem rodas de liga leve, pneus sem câmara e freio de mão.
- Motor: 110cc, 8,4 cv, gasolina
- Consumo: perto de 55 km/l no uso urbano
- Preço: a partir de R$ 10.588
- Ponto forte: menor custo de operação e de aquisição da lista; manutenção simples e barata
O ponto fraco é a potência. Fora da cidade plana, o motor sofre com garupa. Se você atua no centro e em bairros planos de capitais como Recife, Fortaleza ou Manaus, a Pop é difícil de bater no custo por quilômetro.
9. Honda Elite125, o conforto da scooter automática
A Elite125 é a scooter automática mais barata entre as marcas de rede grande. É câmbio CVT de verdade, sem troca de marcha nenhuma, com Idling Stop que desliga o motor na marcha lenta e entrada USB-C.
- Motor: 125cc, 8,2 cv, gasolina, CVT
- Consumo: perto de 40 km/l
- Preço: a partir de R$ 14.440
- Ponto forte: zero troca de marcha no para-e-anda; porta-objetos sob o banco
A concorrência dessa faixa mudou em julho de 2026. A Suzuki tinha parado de fabricar baixa cilindrada no Brasil em 2019, e o nome Burgman voltou pela Haojue como Burgman ADX 125, a R$ 16.950. São R$ 2.510 acima da Elite, com painel TFT, transmissão CVT e dois itens que a Elite não oferece: ABS na dianteira e controle de tração. Quem leva garupa todo dia deveria colocar essa diferença na conta.
Dica: Scooter automática rende mais em cidade plana com trânsito travado. Se a sua região tem ladeira de verdade ou você precisa manter velocidade constante em avenida longa, prefira câmbio manual de 150cc ou mais.
10. Honda XRE190, a trail versátil
A XRE190 entrega conforto de trail sem o preço das aventureiras grandes: suspensão de longo curso, assento em dois níveis, painel digital e entrada USB-C. Em rua esburacada, o curso de suspensão faz mais diferença que qualquer acessório de conforto que você compre depois.
- Motor: 184,4cc, flex, 15,9 cv (gasolina)
- Consumo: perto de 32 km/l
- Preço: a partir de R$ 24.530 na Standard ou R$ 25.080 na Adventure
- Ponto forte: posição ereta com ótima visibilidade no trânsito; visual que agrada o passageiro
É a mais cara da lista e o consumo fica abaixo das 150cc no uso urbano. Se você mistura cidade e estrada no mesmo turno, cobrindo aeroporto ou rota entre bairros distantes, vale olhar também a Honda CB300F Twister, que substituiu a antiga CB 250F. Já na linha 2027, são 24,5 cv e preço a partir de R$ 26.880 na versão ABS ou R$ 27.680 na S. Repare na ordem: ali a versão com ABS sai mais barata que a outra.
Comparativo rápido
| Modelo | Cilindrada | Consumo estimado | Preço a partir de |
|---|---|---|---|
| Honda Pop110i ES | 110cc | perto de 55 km/l | R$ 10.588 |
| Honda Biz125 ES | 125cc | perto de 45 km/l | R$ 13.505 |
| Honda Elite125 | 125cc | perto de 40 km/l | R$ 14.440 |
| Bajaj Pulsar N150 | 150cc | perto de 35 km/l | R$ 16.500 |
| Honda CG160 Start | 160cc | 35 a 41 km/l | R$ 17.350 |
| Honda CG160 Cargo | 160cc | 35 a 41 km/l | R$ 18.390 |
| Yamaha Factor 150 | 150cc | perto de 35 km/l | R$ 18.690 |
| Yamaha Fazer FZ15 | 150cc | acima de 45 km/l | R$ 21.190 |
| Honda NXR160 Bros | 160cc | perto de 35 km/l | R$ 22.400 |
| Honda XRE190 | 185cc | perto de 32 km/l | R$ 24.530 |
Preços públicos sugeridos pelas fabricantes, sem frete, consultados em 25 de agosto de 2026. O consumo varia muito com peso do garupa, topografia e forma de pilotar.
E se for comprar usada
A maioria dos motociclistas de app não compra zero km, e não há nada de errado nisso. Três coisas mudam:
- Ano de fabricação varia conforme o recorte publicado. A Uber informa anos diferentes por cidade e ainda verifica a elegibilidade específica do veículo. Consulte o cadastro com o CRLV real antes de comprar.
- Modelos fora de linha continuam valendo. A Suzuki parou de fabricar baixa cilindrada no Brasil em 2019, e as últimas Burgman 125 montadas em Manaus chegaram às lojas em dezembro de 2018. A scooter ainda aparece barata no usado, mas já são sete anos de rodagem para cima. A Yamaha Factor 125i e a Honda Biz 110i seguem fáceis de achar e de consertar.
- Peça específica de modelo descontinuado demora mais. Antes de fechar, ligue para duas oficinas da sua cidade e pergunte se trabalham com aquele modelo.
O erro clássico de quem compra usada é olhar só a parcela. Uma moto com revisão atrasada cabe no orçamento até a primeira ida à oficina. Peça o histórico de manutenção e pague uma inspeção mecânica antes de fechar: é o gasto mais barato de toda a compra.
Qual escolher pelo seu perfil
Você está começando e quer gastar o mínimo: Honda Pop110i ES zero km por R$ 10.588, ou uma Factor 125i usada bem conservada. Faça inspeção mecânica antes. Se a compra depende do crédito do Move Brasil, a Pop fica fora da lista e a conta muda para a Biz125 EX ou a CG160 Cargo.
Você quer trabalhar no app de forma profissional e consistente: Honda CG160 Cargo. Confiabilidade, peça barata e a rede de assistência mais capilarizada do país.
Você roda muito em trânsito travado e quer menos cansaço: Honda Biz125 pela embreagem automática ou Honda Elite125 pelo CVT. Menos esforço em 4 horas ou mais de para-e-anda.
Você leva garupa o dia inteiro e quer frenagem segura: Yamaha Fazer FZ15 ou Bajaj Pulsar N150, as duas com ABS de fábrica.
Sua cidade tem asfalto ruim ou muita subida: Honda NXR160 Bros ou Honda XRE190. Suspensão de curso maior e posição ereta.
Você mistura app e uso pessoal no fim de semana: Honda CB300F Twister. Desempenho de sobra e boa revenda.
Quanto custa manter uma moto no app por mês
Uma estimativa para quem roda cerca de 3.000 km por mês, com a gasolina a R$ 6,50 o litro:
- Combustível (CG160, 38 km/l): perto de R$ 513
- Combustível (Pop110i, 55 km/l no uso real): perto de R$ 355
- Troca de óleo (a cada 3.000 km): R$ 60 a 90 de produto, mais mão de obra
- Pneus (a cada 15.000 a 25.000 km): R$ 200 a 400 por eixo
- Corrente e relação (a cada 20.000 km): R$ 150 a 300
Pneu fora da pressão correta come combustível e desgasta antes da hora, e são as duas maiores linhas dessa conta. Se você depende do calibrador do posto, um calibrador digital portátil para moto resolve isso na garagem antes do turno. Vale comparar o preço atual.
A diferença de consumo entre a Pop110i e a CG160 dá perto de R$ 158 por mês. Parece pouco, mas são R$ 1.900 por ano, quase 20% do preço de uma Pop zero km. Por outro lado, a CG aguenta mais tempo de trabalho pesado e revende melhor. O custo total de propriedade, somando combustível, manutenção e depreciação, ainda favorece CG e NXR em quem roda turno cheio todo dia.
Próximo passo
Escolha três modelos que cabem no seu orçamento e valide cada um no cadastro do app para a sua cidade antes de pagar sinal. Depois compare parcela, combustível e revisão.
Depois que você estiver rodando, os dois fatores que mais mexem no lucro líquido são economizar combustível e pilotar com segurança. Leia os dois antes do primeiro turno longo.


